11
Dezembro
2014

A tradução de Restaurant Man

Thais Rocha

Traduzir Restaurant Man – o homem por trás do negócio (Edições Tapioca, 2014), a autobiografia do restaurateur nova-iorquino Joe Bastianich, foi um desafio.

Primeiro por sua linguagem nova-iorquina específica (como o próprio Bastianich adora dizer livro a fora, ele é um garoto do Queens, filho de imigrantes italianos), cheia de gírias e expressões que não costumamos ver por aí, e algumas delas até já ultrapassadas, lidando com a infância do narrador. Outras, ainda, próprias do universo dos italianos que viviam nos Estados Unidos naquela época.

Outro ponto que foi muito difícil de lidar foi a nomenclatura específica de restaurantes. O primeiro capítulo abre com Bastianich fazendo uma conta básica de como é o lucro líquido de um restaurante, listando brevemente tudo que gera custos a um restaurante. E isso só no começo. Em sua evolução pelo mundo gastronômico, Bastianich começa também a ser enólogo e fabricante de vinhos, o que aumentou ainda mais o campo semântico de palavras que demandam muita pesquisa antes de se chegar à conclusão de qual tradução é a mais apropriada.

E, por último: o livro dá fome. Sim, dá fome. Apesar de as descrições de restaurantes e preparo de comidas não serem tão frequentes quanto seria de se supor (muitos capítulos são gastos cobrindo a história da infância, da adolescência e do período universitário do autor), quando elas de fato acontecem, tudo parece delicioso. Com seu interesse específico pela cozinha italiana, é difícil ler sobre as deliciosas iguarias do país de forma indiferente. E ao mesmo tempo que me fizeram devorar vários pratos de massa enquanto traduzia, o livro me forneceu uma pequena informação da qual não fazia ideia e que definitivamente mudou minha forma de encarar esse prato: baby beef, na verdade, é carne de filhotes bovinos. Sei que pode parecer ingênuo de minha parte, mas eu não fazia ideia. Me ressenti de todas as vezes que comi um baby beef. A carne é mais macia porque, sendo filhote, o vitelo ainda tem o leite materno correndo por seu corpo. Cruel, no mínimo.

E Bastianich lida com essa crueldade de forma bem simples: iguarias existem exatamente por serem iguarias, e (na opinião dele) devemos experimentar o que pudermos. Bem, ele vai continuar servindo e comendo baby beefs e eu certamente nunca mais porei um na minha boca.

Como minha opinião geral do livro (agora como leitora, e não tradutora), aproveitei muito mais as partes em que ele de fato discorre sobre culinária e restaurantes do que as partes em que fala de sua vida pessoal. As partes sobre a Itália tinham tudo para ser muito interessantes, mas quando ele fala sobre sua família no território da Iugoslávia que anteriormente pertencera à Itália, metade do encanto se esvai.

Tags: tapioca, restaurant man, tradução
Publicação: Diversitações

26
Novembro
2014

Reflexões desdobradas de "O direito de voto": pensando sobre feminismo hegemônico

Nara Lasevicius Carreira

Alguns meses atrás, fiz a preparação do livro O direito de voto: A controversa história da democracia nos Estados Unidos, que saiu há pouco pela Editora Unesp. Pelo subtítulo, já sabia que vinha coisa boa. O professor de História Alexander Keyssar desmonta, capítulo a capítulo, o castelo de cartas do mito da democracia estadunidense, mostrando que o longo processo de consolidação do sufrágio não foi nada bacana, e é sobre um dos aspectos desse processo que eu gostaria de comentar um pouquinho.

Algo que chamou minha atenção durante o trabalho com o texto de Keyssar foi a exposição das articulações do feminismo na luta pelo voto feminino. Sendo eu mesma feminista, a análise de Keyssar veio como mais um aviso de que, engajada em tal movimento, é preciso estar sempre à espreita dos diversos caminhos que se formam, pois as lutas identitárias jamais são unas. Explico: com a leitura de O direito de voto, pude entender como se deram, ao longo dos séculos XIX e XX, as disputas de poder de grupos oprimidos que, fragmentados em sua forma de sofrer opressão, atuaram também como opressores de outros. Estou falando de como todo um movimento de mulheres brancas, em sua reivindicação de sufrágio, não só ignorou as demandas da população negra como também lutou contra elas. O argumento? Como poderiam permitir que os negros, “degradados” pela escravidão, no dizer de uma sufragista, fossem empoderados antes das brancas “instruídas e patrióticas”?

Se a opressão racial empreendida por quem sofre opressão de gênero já é muito problemática e não pode, em hipótese alguma, ser legitimada, o que dizer da completa omissão das demandas das mulheres negras nesse tipo de argumento? O impulso para este texto que escrevo veio de uma vontade de discutir esse livro desde meu primeiro envolvimento com ele, mas tornou-se concreto, palavra na tela, depois de alguma reflexão sobre o desserviço que muitas vezes o feminismo hegemônico (leia-se branco, cisgênero e de classe média) presta a feminismos “outros” (entre aspas porque a alteridade pode sempre ser relativizada, em razão de sua própria natureza). Sinto imensa vergonha como mulher branca, cisgênero e de classe média que, colocando-me como feminista, deparo com tamanho silenciamento sustentado por “meu grupo”. Já passou da hora de quem se diz contra opressões rever suas próprias práticas e reconhecer os próprios privilégios dentro de uma cadeia opressora (sim, o sofrimento das mulheres brancas, cis e de classe média – que é real – não se compara ao sofrimento das mulheres negras, trans e pobres). Privilégio traz poder, e, como pessoas comprometidas com a igualdade e o empoderamento, é urgente que usemos dele para sair de cena quando for preciso, respeitar o protagonismo de lutas que não nos pertencem (mas com as quais simpatizamos) e unir forças para que espaços sejam ocupados, vozes sejam ouvidas.

 

Em tempo: uma preciosa dica de leitura diária para aprender com a luta do “outro” e colaborar com ela (em vez de seu apagamento ou, por outro lado, sua apropriação) é o site das Blogueiras Negras

Tags: O direito de voto, Editora UNESP, Lutas identitárias, Feminismos
Publicação: Diversitações

11
Novembro
2014

O cosmo no bolso: como "Pontos de vista" expandiu os meus

Nara Lasevicius Carreira

Revisar Pontos de vista: Artistas e seus referenciais foi, com certeza, o trabalho mais gratificante e rico que fiz pela Tikinet. Lidar com qualquer material de arte já é, para mim, um prazer garantido, mas este foi especial e, por isso, gostaria de dividir um pouco do que senti e aprendi durante o processo.

De saída, a proposta do livro já é bem interessante: artistas contemporâneos comentam uma ou mais obras de outro artista que os tenha influenciado - é possível encontrar, por exemplo, as impressões do chinês Zhang Huan sobre "A última ceia" de Da Vinci e ainda mais: uma releitura que fez dessa obra paradigmática usando cinzas de incenso, material simbólico de reverência a sua ancestralidade. 

Assim, retomo a palavra "impressões", que usei há pouco, pois a emprego tanto no sentido mais “sensorial” – a arte tem que mexer com os sentidos! –, como no aspecto de que nossas posições, sempre em deslocamento, imprimem modos de ser/estar.

Para mim, "Pontos de vista" é um sopro de frescor e vitalidade, não no significado "geração saúde" que assumimos hoje, mas por trazer um olhar mais humanizado, menos teórico-acadêmico, possibilitando que nos coloquemos diante de uma obra de arte primeiramente como seres humanos que sentem algo em relação ao que veem - e como isso compõe nossa identidade maleável e inacabada. É essa a atitude predominante no livro, em que dezenas de artistas escolhem seus referenciais a partir de sentimentos, de uma epifania, da prerrogativa de que a arte pode, sim, mudar nossa vida. 

Apesar de não ser eu mesma uma artista, compartilho aqui (com o perdão do verbo tão facebookiano) uma obra que assumiu, para mim, esse sentido transformador que tanto me encanta no livro. Trata-se de Paisagem com queda de Ícaro, de Pieter Bruegel. Ícaro se afoga longe de nossos olhos; a obra capta exatamente essa ausência de nosso olhar, que só vê, depois de muito tempo, suas pernas, minúsculas, sumindo no mar. Desde que conheci essa pintura, há três anos, não pude parar de pensar nos perigos do olhar automatizado, que se configura, em meu entendimento, como um poderoso mecanismo de violência. Considero, assim, a arte como um caminho privilegiado para a desautomatização do olhar, pela revelação de um conhecimento humanizado, dado de maneiras diversas. Há cerca de um ano, tive a oportunidade de assistir a uma palestra do escritor Gonçalo M. Tavares, quem muito me ensinou; falando sobre sua relação com a literatura, disse algo que me impressionou: a literatura é perversa, no sentido literal – perverso é aquilo que percorre o verso, descobre o escondido, é um itinerário pelo que não vemos.

Encerro esta pequena contribuição com um poema de Drummond, Opaco, que dialoga com os pensamentos aqui postos.

 

Noite. Certo 
muitos são os astros. 
Mas o edifício
barra-me a vista.


Quis interpretá-lo.
Valeu? Hoje
barra-me (há luar) a vista.


Nada escrito no céu,
sei.
Mas queria vê-lo.
O edifício barra-me
a vista.


Zumbido
de besouro. Motor
arfando. O edifício barra-me
a vista.


Assim ao luar é mais humilde.


Por ele é que sei do luar.
Não, não me barra
a vista. A vista se barra
a si mesma.

 

Drummond quer ver a lua. O edifício a encobre. Encobre?

O que obstrui a visão? 

 

 

Tags: Revisão, SESC São Paulo, Pontos de Vista, Aprendizado
Publicação: Diversitações

10
Novembro
2014

Relatório do curso Psicanálise, religião, política e arte

Otávio Robi Corazzim

Nas duas primeiras aulas, que enfocaram a obra de Sigmund Freud, foi possível aprender as noções básicas da Psicanálise por meio da exposição de conceitos fundamentais como pulsão de vida e de morte, sublimação, complexo de Édipo, relações de modelo, objeto, apoio e adversário etc. Foi apresentada a concepção psicanalítica de sujeito, a qual faz emergirem os fenômenos inconscientes, pensamentos reprováveis, de natureza sexual ou que “provocam desprazer ao eu”, sendo que, segundo essa visão, o ser humano pensa, age e reage em função de seus desejos inconscientes, caracterizados pela pulsão sexual (de vida) e do “eu” (de morte). Assim, o ser humano estaria em constante batalha contra essas pulsões, sendo que o sintoma seria causado por uma satisfação substitutiva desse sujeito em conflito entre seus desejos e as proibições da sociedade.

Dadas estas noções de psicologia individual, é estabelecido que o sujeito se constitui a partir do outro, havendo vários tipos de relação na perspectiva da psicologia social, como:

  • Modelo: fornece uma referência de identificação (como as figuras parentais);
  • Objeto: alvo de investimento libidinal e âncora para satisfação das pulsões, fantasias, medos etc.;
  • Apoio e adversário: alvos de solidariedade ou hostilidade, com quem se trabalha em um projeto em comum ou se entra em rivalidade.

Depois de apresentadas as formas de relação, discutiu-se a visão freudiana da criação da sociedade a partir da privação do incesto e do homicídio. Com a sensação de desamparo dos indivíduos, vê-se na religião (neurose obsessiva universal) uma garantia, pois essa privação seria o meio para a salvação da alma. Não só a religião, mas as ciências e as artes também são ferramentas de amparo social, a ciência como busca da Verdade Absoluta e as artes como sublimação das pulsões, sendo que somente a educação realmente liberta o sujeito da ilusão da proteção do “pai”.

A civilização, na concepção psicanalítica, tem a incumbência de proteger o ser humano da própria natureza e reger suas relações mútuas, sendo que os avanços da civilização (tecnologia) se contrapõem à natureza humana. Assim, o Estado proíbe o ser humano de praticar “o mal”, no entanto, o Estado está acima dessa proibição. Nesse contexto, o ser humano sente uma ânsia de identificação, uma vez que vê suas necessidades individuais abolidas, e para obter um sentimento de garantia substitui sua relação de amor e ódio com o “pai” por uma relação de amor ao “pai” e ódio aos outros que estão fora de seu grupo de adoração – como é o caso da religião, do nazismo, das torcidas organizadas etc.

A segunda metade do curso se inicia retomando algumas noções apresentadas nas aulas sobre a obra de Freud, como o complexo de Édipo como núcleo da neurose (e também da subjetividade), as fontes de sofrimento – o envelhecimento, os fenômenos da Natureza e as relações com os homens – e os métodos de combatê-las – a religião, as drogas, a ciência e a arte. Assim, discute-se a releitura que Jacques Lacan faz do texto freudiano, trabalhando inicialmente com a obra de William Shakespeare, em particular com Hamlet, que Freud afirmava ser o “Édipo moderno”, caracterizando os conceitos de herói clássico e moderno, sendo que, ao contrário do clássico, o moderno já sabe que o “pai” está morto, quem o matou e como, além de já nascer marcado pelo “pecado do pai” e sob o jugo do “desejo da mãe” (destaca-se que não se trata do desejo edipiano pela mãe, mas partindo desta).

Logo após essa introdução à releitura de Lacan, mostrou-se sua concepção de constituição do sujeito, divida em etapas bem delimitadas desde a percepção, passando pelos traços desta, pelo inconsciente e pela pré-consciência, até atingir a consciência e a expressão no ato motor. Demarcadas estas barreiras, define-se o surto como um rompimento destas, onde o inconsciente poderia “invadir” os outros espaços na constituição do sujeito. Foi apresentado o esquema L de Lacan, que define a interação entre o sujeito falado, o sujeito falante, o “eu” e a imagem especular do “eu”. Os conceitos lacanianos de Real, Simbólico e Imaginário também foram expostos, porém a explicação se tornou confusa em certo ponto e não foi possível delimitar bem essas noções.

O material de apoio do curso (apresentação de slides) foi um recurso que poderia ter sido mais bem utilizado, dado que este não acompanhava a explicação da primeira professora – que se esquecia da apresentação e passava vários slides consecutivos cujo conteúdo ela já havia explicado – e era usado excessivamente pela segunda professora – que lia todo o conteúdo de cada slide em vez de utilizá-lo apenas como orientação para a discussão dos temas. A segunda professora também se mostrou despreparada ao tratar da questão de gênero na aula, dado que, enquanto tomava como referência um caso clínico em que ela havia trabalhado, e não a obra de Freud ou Lacan, apresentou uma visão binária que percebe o indivíduo que não se encaixa nessa visão como “errado” em vez de refletir sobre essa imposição agressiva da sociedade.

O curso proporcionou não só um conhecimento geral sobre os conceitos fundamentais da Psicanálise, mas também uma exposição do ponto de vista psicanalítico das noções de constituição do ser humano, da ciência, da religião, das artes e da civilização. A partir dessa exposição pôde-se entender melhor como se dá a prática psicanalítica e aperfeiçoar o trabalho com os textos pautados por essa visão.

Tags: curso, psicanálise, sesc
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31
Outubro
2014

Relatório sobre o curso "Psicanálise, religião, política e arte", oferecido pelo Centro de Pesquisa

Marina Caldeira

Ministrado nos dias 16, 17, 23 e 24 de outubro de 2014, o curso contou com dois módulos de duas aulas. O primeiro, “Freud e a Cultura”, dedicado à apresentação da teoria freudiana acerca da religião, política e arte, foi fundamental para a compreensão das linhas gerais da psicanálise, lembrando que o pensamento freudiano é a base dessa prática de cura a partir do diálogo. A psicanalista Regina Herzog, substituindo a psicanalista Betty Bernardo Fucks, explorou a concepção psicanalítica do sujeito freudiano, abordando os conceitos de consciente e inconsciente, assim como as pulsões presentes no embate entre sujeito e sociedade e o que seria o famoso complexo de Édipo. A cultura, nesse contexto, foi apontada como uma das diversas maneiras de sublimação das pulsões recalcadas por esse sujeito quando em contato com o mundo social e moral.

Traços fundamentais da constituição do sujeito e da sua relação com o outro advém, para Freud, de um mito fundador explorado no texto “Totem e Tabu”. Herzog também explicou tal mito, esclarecendo, assim, a formação política e social do Ocidente e o papel ocupado, segundo o autor, pela religião. A questão fundamental, nesse contexto, é saber se sujeito e civilização conseguem integrar-se. No texto “O mal estar da civilização”, bastante pautado pela ministrante do curso, Freud reflete sobre a possibilidade de equilíbrio entre desejo e cultura/moral, possuindo, entretanto, uma perspectiva não muito positiva.

Foram abordados conceitos-chave da psicanálise freudiana, que são citados ou servem de base para textos acadêmicos específicos da área de Psicologia/Psicanálise, com os quais trabalhamos. Assim, como revisora, conhecer tais conceitos me propicia uma melhor compreensão de artigos de Psicologia, por exemplo, e me permite realizar uma revisão mais precisa e contundente – lembrando que Freud é o fundador da teoria psicanalítica e da reflexão acerca do inconsciente, sendo recorrentemente referido em produções da área. Além disso, o comparecimento a essas aulas me fez adquirir e rever conhecimentos bastante úteis em diversos âmbitos, tanto profissionais quanto pessoais – mesmo que, por vezes, as aulas tenham sido um tanto confusas por falta de acompanhamento em slides, o que ajudaria na organização teórica e metodológica.

O segundo módulo, “A cultura e seus discursos”, ministrado pela psicanalista Vera Pollo, retomou a teoria freudiana a fim de embasar os pensamentos de Lacan acerca da constituição do sujeito, das fontes de sofrimento e do papel da religião e da arte diante desse contexto. A arte, para Lacan, seria um paliativo ao sofrimento, e por meio dela o sujeito modificaria o objeto de sua pulsão sexual e utilizaria essa energia em produções artísticas, conseguindo comunicar o que lhe é mais íntimo – e, geralmente, impraticável fora dos limites da sublimação artística.

Foram expostos os conceitos de metáfora e metonímia e de signo e significante – rememorando diversas questões linguísticas que aprendemos no curso de Letras –, partindo, então, para a conceitualização de Real, Simbólico e Imaginário e para os esquemas de formação do sujeito.

Entretanto, a teoria lacaniana é bastante densa e o tempo limitado das aulas não contribuiu para sua compreensão. Além disso, muitas vezes a ministrante se ateve mais às suas opiniões subjetivas acerca dos temas, o que também restringiu o tempo de explicação mais teórica e conceitual – lembrado que, diante de uma sala que possui grande pluralidade de opiniões, muitas vezes divergentes das expressas pela ministrante, causa incômodo e é improdutivo se demorar em opiniões pessoais.

No geral, participar do curso foi uma experiência produtiva e serviu de base para futuros estudos na área, esclarecendo questões básicas do pensamento freudiano, mesmo com o tempo restrito.

Tags: curso, psicologia, sesc
Publicação: Diversitações

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