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Editora Barracuda

10
Maio
2007

Rádio Guerrilha - Rock e Resistência em Belgrado

Cliente: Editora Barracuda
Serviços: Diagramação

Jovens que sonhavam com uma vida nova com o fim da era Tito, mas depararam com uma realidade ainda mais difícil. Munidos de um transmissor, alguns discos e o desejo de verdade e justiça, eles começaram a rádio com o simples desejo de tocar boa música, mas tiveram de enfrentar duas guerras, duras sanções econômicas, violência da polícia, gângsteres armados e políticos neonazistas. Autointitulados “geração perdida” e acusados de traição, espionagem e terrorismo pelo governo de Milosevic, suas transmissões anárquicas se tornaram a boia de salvação diante da propaganda governista que inundava a mídia controlada pelo Estado. Enquanto o turbo folk, um híbrido de péssimo gosto de europop e folk sérvio, emergia como trilha sonora do nacionalismo, o rock, o tecno e o rap se uniam para representar a voz da resistência.
Até que Milosevic fosse finalmente derrotado em outubro de 2000, a B92 foi fechada e reaberta quatro vezes. Apesar da repressão, a B92 não se deixou derrotar, e sua inspirada combinação de coragem, criatividade e humor negro – devidamente acompanhada por canções que iam desde “White Riot”, do Clash, até o manifesto rap do Public Enemy, “Fight the Power” – refletia em som e espírito a luta nas ruas. O livro é um retrato da Iugoslávia na década de 1990, uma paisagem violenta e tomada pelo medo onde qualquer perspectiva de futuro além da ditadura de Milosevic parecia um sonho distante e proibido. Matthew Collin conheceu bem os fundadores da rádio e teve um acesso impressionante às principais figuras da B92 e aos seus arquivos.

Tradução de Pedro Barros.


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