Obras teatrais de Plínio Marcos

Obras teatrais de Plínio Marcos

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A coleção Obras Teatrais de Plínio Marcos apresenta seis volumes. O primeiro deles reúne as peças cujas personagens encontram-se encerradas na prisão: Barrela, A mancha roxa e Oração para um pé de chinelo. O segundo traz peças cujo núcleo conflituoso reside em personagens e situações características do grupo social usualmente chamado de lumpesinato, ou seja, pessoas sem ocupação ou com ocupação precária, que lidam, no limite da sobrevivência, com o dia a dia das grandes cidades, incluindo estivadores, chapas do mercado, mendigos, catadores de papel, pequenos golpistas, bêbados, drogados etc. As peças incluídas neste volume são: Dois perdidos numa noite suja, Jornada de um imbecil até o entendimento, Homens de papel e Quando as máquinas param. O volume seguinte apresenta as peças cujo núcleo de conflito é produzido em torno da personagem da prostituta, concebida em seus vários ambientes — o quarto de pensão, o bordel, as ruas e o cabaré —, e em suas situações típicas — as agruras do ofício, com suas doenças, seus vícios e espancamentos. Fazem parte deste volume Navalha na carne, O abajur lilás e Querô, uma reportagem maldita. No quarto volume, há três peças que o próprio autor compilou sob o título de Religiosidade subversiva, num livro que editou em junho de 1986, a saber: Jesus-Homem, Madame Blavatsky e Balada de um palhaço, de 1986. O organizador juntou a elas a peça O homem do caminho. No penúltimo volume, apresentam-se textos nos quais ocorre uma inversão da dominante esotérica ou pseudofilosófica, passando agora para o primeiro plano das peças a descrição crítica, predominantemente cômica ou tragicômica, dos hábitos pequeno-burgueses. A esse tom geral respondem particularmente nove trabalhos de Plínio Marcos, Signo da discoteque, O assassinato do anão do caralho grande, O bote da loba, A dança final e textos curtos, esquetes que repassam acontecimentos ou contingências da vida política brasileira em Verde que te quero verde, Ai, que saudade da saúva, No que vai dar isso, Leitura capilar e Nhe-nhe-nhem ou índio não quer apito. Por fim, o sexto e último volume é composto por três musicais: Balbina de Iansã, Feira livre e O poeta da vila e seus amores. Aos musicais, junta-se o teatro infantil de Plínio, com mais três peças: As aventuras do coelho Gabriel, História dos bichos brasileiros: o coelho e a onça, que também levou o título alternativo de Onça que espirra não come carne e, enfim, Assembleia dos ratos.